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sábado, 11 de janeiro de 2014

Resoluções de Ano Novo

O texto não está atrasado. Até porque nunca é tarde para se ter uma daquelas resoluções de Ano Novo. Pelo menos na minha opinião. Mas acho que as férias são sempre boas para "esvaziar o buffer" da nossa mente e abrir espaço para novas ideias.

Se há uma coisa que eu sempre penso nas férias é sobre as próximas férias. A coisa é tão boa, que fico pensando em como fazer para que as próximas sejam tão boas, tão estimulantes, daquelas que passam meses antes te estimulando. Ai, delícia. Justo eu que coleciono destinos: os que já visitei e os que quero visitar. E há ainda aqueles para os quais quero voltar.

Uma das minhas resolucoes de ano novo é viajar. Por mim, pelos outros, indo, lendo, assistindo, escutando. O mundo é o meu destino. Mas o espírito, o olhar, a alma aberta de um viajante é o mais importante de tudo. Quero este espírito todos os dias. Quero uma alma de viajante. Cheia de sonhos, descobertas, aventuras, lugares, planos, surpresas, boas saudades.

Assim começa o ano. Eu longe de casa, perto de quem amo, ao som de pássaros e crianças (filhos) felizes pulando e gritando na piscina! E uma lista gigante de coisas pra realizar nos próximos dias, semanas, meses, anos, décadas. #igo


Gabi Nunes
Enviado via iPhone

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A grande virada e o começo de uma nova jornada

Há algum tempo atrás comecei a me cansar e me questionar sobre os rumos da vida corporativa. Foi tudo o que eu sempre não desejei: uma vida dentro de uma empresa formal, com terninhos e reuniões infindáveis, queria ser cineasta e escrever roteiros incríveis com tantas histórias que sempre criei na minha imaginação. Mas na época o cinema brasileiro estava numa fase complicada, sem muito financiamento, sem grandes lançamentos, e acreditei que na publicidade poderia trilhar por este caminho temporariamente, fazer uma graninha e depois migrar para este caminho.

 

Achei que estava com o controle nas mãos: escolhi a faculdade, fiz milhares de cursos extras adoráveis, estudava bastante (adoro estudar!), fiz grandes amigos, e assim fui seguindo. Notas boas em marketing (que é um assunto delicioso!), um estágio aqui, uma oportunidade com bom salário acolá, aprovação no processo seletivo para Trainees numa empresa super descolada... e fui seguindo em frente, subindo, degrau por degrau esta escada. Não conseguia pensar diferente: “Este é o caminho sem volta, uma vez trilhado, como vou conseguir alguma coisa que me pague um salário desses, me dê todos estes benefícios – plano odontológico, plano médico, academia na firma - e ainda me pague 13º e permita tirar férias remuneradas? Agora é tarde demais para voltar...”. Então sempre tratei minhas antigas (escrever) e novas (turismo) paixões, descobertas na estrada da vida lado a lado com a maturidade, como um plano B. Pensava: “Quando me aposentar, já tenho um plano engatilhado e vou poder fazer o que gosto de verdade.”

 

O tempo foi passando, os planos B sempre melhoravam, cresciam, aprimoravam. Surgiram os blogs e redes sociais, fontes que me permitiram extravasar minha vontade de escrever, de certa forma. Mas eu guardava cada aprendizado no bolso para “quando a hora certa finalmente chegasse”. Sempre fui muito paciente com as coisas. Sei que tudo tem o seu tempo, mesmo sendo ansiosa demais para que as coisas aconteçam, aprendi a conviver bem com o tempo. Foi assim com minha primeira viagem para o exterior, com meu piercing, com a minha tatuagem (guardada quase 10 anos na carteira), com o emprego dos meus sonhos.

 

Um dia me senti infeliz, profissionalmente falando. Faltava alguma coisa (eu), sobravam intermináveis horas de trabalho. Mas o destino meu deu um empurrãozinho: fui demitida da tal empresa depois de quase 14 anos. Sem dramas, a primeira coisa que fiz foi acessar o site do SENAC e me inscrever num curso que eu namorava quase que platonicamente. Ao invés de me desesperar, fiquei feliz e fiz uma “reunião de emergência” com meu marido para reajustarmos todas as contas. Deu tudo certo e... magicamente... tudo o que precisávamos cabia em nosso orçamento. (Para onde estava indo o dinheiro, então????? Analisando com calma, ele era todo gasto com indulgências tolas para compensar os excessos.). Vida mais simples, tempo livre para criar, tempo para me dedicar à família, estudos, planos B decolando, Empretec. Acho que não me sentia tão feliz assim, desde que havia entrado no programa de trainees. Foram 5 meses dedicados aos meus sonhos. Uma delícia.

 

Foi, então, que o tal do “emprego dos sonhos” - que comentei acima - bateu à minha porta. E claro que não pude dizer não! Me senti realizada no nível máster por vários meses. Mas como dizem nas redes sociais “só que não”. Rapidamente a euforia passou e eu voltei a me sentir como se tivesse me desviado do meu caminho. E tudo aquilo que é “normal” na vida corrida de uma grande empresa começou a pesar mais do que deveria. E eu olhava para os 5 meses que tinha me dedicado aos meus sonhos, meu plano B, com muita saudades, com muito pesar de ter deixado de lado, porque acreditava (acredito!) que é o que quero construir neste momento.

 

O texto que postei aqui neste Blog pode ter acionado alguma faísca dentro do meu coração, já que o li e reli algumas vezes nos últimos meses: http://gabircnunes.blogspot.com.br/2013/10/havia-uma-tempo-em-que-nao-havia.html

 

Enfim, não quero entrar em mais detalhes porque o post já está longo demais, mas após quase 7 meses apenas no ‘emprego dos sonhos’, fazendo coisas legais (inovação é muito legal!), numa empresa que eu realmente admiro, decidi que devia realizar meu antigo sonho agora, não quando a vida permitisse. Quis garantir que as rédeas estivessem verdadeiramente na minha mão, e que eu não começasse uma nova escalada para um caminho cada vez mais sem volta (ou mais difícil de voltar). De uma certa forma pulei deste trem com a mochila velha e comecei uma nova jornada, a pé, seguindo um mapa que eu mesma desenhei. Cá estou trilhando este caminho, encontrando a “serendipity” vez ou outra (e só são poucos dias desde a decisão e o salto real deste trem!).

 

A partir de agora este espaço vai contar um pouco mais sobre este caminho e como as coisas estão se construindo. Simples assim. Aliás, simplíssimo.